A Brasil Offshore (Feira e Conferência da Indústria de Petróleo e Gás) de 2011 refletiu a consolidação da indústria offshore brasileira e evidenciou o crescimento de oportunidades que o mercado oferece, principalmente na região Norte Fluminense do Rio de Janeiro. Durante os quatro dias de evento, de 14 a 17 de junho, 52.100 pessoas passaram pelo Centro de Exposições Jornalista Roberto Marinho, em Macaé.
por Maria Fernanda Romero
A VICEL, empresa brasileira de serviços técnicos, representante de fabricantes mundiais de equipamentos para tratamentos de águas e efluentes para plataformas e navios, anunciou na Brasil Offshore a construção de duas bases da empresa em Rio Grande e Suape para atender às demandas de conteúdo local da Petrobras e suas subsidiárias.
A empresa levou para a feira a primeira unidade de osmose reversa Aqua-Chem, totalmente montada no Brasil. “Para atender aos requisitos da Petrobras de conteúdo local,
a VICEL se estruturou e se qualificou para fazer a montagem dos sistemas que representa, começando por esta unidade dessalinizadora. Nós nos alinhamos com nossos parceiros e estendemos o escopo da certificação ISO 9000 para montagem, antes era só manutenção e hoje trazemos pela primeira vez uma unidade totalmente montada no Brasil”, explica Helio Brasileiro, Coordenador de Marketing e de Novos Negócios da VICEL.
De acordo com o executivo, a empresa atingiu 54% de conteúdo local no projeto desta unidade e a tendência agora é que esse índice suba nas próximas na medida que a empresa for qualificando os fornecedores locais de componentes.
Brasileiro informou que nesse cenário de montagem de equipamentos no Brasil, a VICEL é uma das primeiras empresas a se habilitar a fazer este tipo de operação. De acordo com ele, o objetivo da empresa agora é estender isso não só para um fabricante, mas a todos os fabricantes representados pela empresa.
“Hoje temos uma base em Macaé, mas a intenção é construir outra em Rio Grande para atender os oito cascos e FPSOs que serão construídos pela Engevix para a Petrobras, e outra em Suape, perto da área do estaleiro Atlântico Sul para atender as encomendas de navios da Transpetro”, diz. O executivo afirma ainda que a empresa já esta em negociação avançada para viabilização dessas estruturas e conta que a idéia é fazer uma linha de montagem “just in time”, com o ciclo físico-financeiro do projeto adaptado às entregas das unidades.
“Atualmente os projetos estão em fase de detalhamento dos equipamentos que fornecemos, o modelo de operação já foi viabilizado e testado e em seis meses as unidades estarão operacionais”, concluiu. As unidades estarão em uma área de 500 m² e contarão com cerca de 20 funcionários trabalhando.