

A VICEL patrocina pelo segundo ano consecutivo o Naval Summit Brazil, evento que colocará em perspectiva os pontos da atual política de conteúdo local e promoverá o debate sobre os gargalos das Indústrias Naval e Offshore com os principais agentes do mercado. Apresentamos a seguir a entrevista feita pelo NICOMEX NEWS com Júlia Greghi, gerente de Projetos do Informa Group, responsável pela organização da Naval Summit Brazil 2011. Recomendamos a leitura e aproveitamos a oportunidade para convidar nossos clientes, parceiros e amigos para o evento, que ocorrerá nos dias 22 e 23 de Novembro no Windsor Barra Hotel no Rio de Janeiro.
- Nos dias 22 e 23 de Novembro será realizada a Naval Summit Brazil. Quais os principais temas a serem abordados no evento?
Júlia Greghi:O Naval Summit Brazil abordará profundamente os impactos do Conteúdo Local em toda a cadeia e também discutirá os principais desafios enfrentados hoje pelo mercado naval. São eles: Capacidade de estaleiros, Cadeia Sustentável de Suprimentos e Logística, Preço do Aço Nacional, Formação de Marítimos, Capacitação de Mão de Obra e Legislação Tributária (Repetro e REB).
- O tema macro do evento será “Conheça os Pontos da Política de Conteúdo Nacional e Debata os Maiores Gargalos do Setor Naval com os Principais Players do Mercado”. De que forma essa política de fomento ao mercado nacional se enquadra no setor naval?
Júlia Greghi: A Agência Nacional do Petróleo (ANP) estuda aperfeiçoar as regras de conteúdo local para equipamentos utilizados na produção e exploração de petróleo no país. Algumas mudanças devem ocorrer antes da realização da próxima rodada de licitações. A ANP também planeja simplificar as exigências de produção nacional, reduzindo a lista de itens que devem seguir as diretrizes de componentes brasileiros. O objetivo é direcionar o desenvolvimento de setores da indústria considerados mais importantes.
Além disso, a agência estuda a possibilidade de reduzir a cobrança de multas para quem não cumprir os limites, com a implantação de um sistema de créditos, que deverão ser investidos no fomento a setores industriais específicos, apontados pela ANP, mas geridos pelas próprias empresas que deixarem de cumprir o conteúdo local. Essa mudança levará mais tempo para ser aprovada e não deverá ficar pronta a tempo para a próxima rodada, no primeiro semestre de 2012.
- Com relação à mão de obra para o setor naval, quais os principais gargalos que a área enfrenta para qualificação profissional?
Júlia Greghi: Com o retorno do setor naval brasileiro, a carência de capacitação, retenção e qualificação de marítimos e profissionais técnicos está sendo bastante sentida no mercado. O mercado offshore é outro nicho que necessita de um profissional qualificado. No Naval Summit teremos diversas óticas, como Marinha do Brasil, Syndarma e Sinaval para debater este complexo gargalo.
- Com relação aos portos brasileiros, principal porta do comércio exterior brasileiro, qual o cenário do setor a ser apresentado e debatido no evento?
Júlia Greghi: A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) apresentará a modernização dos portos para uma logística rápida e eficaz. Também teremos uma palestra da ANTAQ na qual serão discutidos os aspectos de cabotagem, o custo do frete e a necessidade do desenvolvimento na indústria naval.
É notório que o setor offshore tem impulsionado a indústria naval no país. Qual é a real importância desse mercado para o desenvolvimento da área naval, especialmente dos estaleiros brasileiros?
Júlia Greghi: Enorme. O Mercado Naval e offshore estão interligados e acredito que não seja apenas para os estaleiros, mas também para o armador, o agente marítimo, o apoio marítimo e toda a cadeia da indústria naval. Neste encontro debateremos o impacto do desenvolvimento do mercado offshore no setor naval com importantes visões da Petrobrás, ABENAV e Governo do Estado do Rio de Janeiro.
Fonte: Nicomex News.